19 de abril de 2014  

Unidades de conservação


Expedição ao Médio Rio Negro (AM) levanta informações em áreas prioritárias para a conservação
[21/10/2008 14:06]


De 17 de outubro a 15 de novembro, equipe de 65 pessoas visita o Arquipélago de Mariuá e a área prevista para a criação da Reserva Extrativista Baixo Rio Branco-Jauaperi. A expedição é organizada pelo WWF-Brasil e o ISA é um dos parceiros na realização.


O WWF-Brasil organiza expedições periódicas em áreas consideradas prioritárias para a conservação da floresta amazônica. A que se iniciou no dia 17 de outubro, composta por uma equipe de 65 pessoas, saiu de Manaus em direção ao Arquipélado de Mariuá e à área prevista para a criação da Reserva Baixo Rio Branco-Jauaperi, no Médio Rio Negro, Amazonas e termina em 15 de novembro.

Durante as duas primeiras semanas, técnicos e pesquisadores estarão no Arquipélago de Mariuá, considerado o maior arquipélago fluvial do mundo e dono de rica diversidade biológica. Mariuá é um mosaico de ecossistemas de águas pretas que estão entre os mais frágeis da Amazônia e incluem rios, lagos, florestas inundadas, praias arenosas, campos e pântanos. São mais de 1.400 ilhas, que apresentam rica diversidade sociocultural, com cerca de 30 comunidades de ribeirinhos e indígenas que dependem dos recursos naturais para viver.

Nas duas semanas seguintes, a expedição estará na área prevista para a criação da Reserva Extrativista (Resex) Rio Branco-Jauaperi. O objetivo é identificar demandas das populações locais, além da importância ecológica da região, para subsidiar as decisões de criação ou não da Unidade de Conservação. A Resex foi solicitada pelos comunitários em 2001. Os estudos já foram realizados, assim como as audiências públicas, mas a criação efetiva está aguardando decisão da Casa Civil da Presidência da República. A demora decorre do interesse manifestado pelo Ministério de Minas e Energias no potencial hidrelétrico do Rio Branco.

A pesquisadora do Programa Rio Negro, do ISA, Marina Antogiovanni da Fonseca, e Samuel Tararan do WWF-Brasil estiveram nas comunidades que estavam na rota da expedição explicando o trabalho que seria feito pela equipe e a importância de se levantar informações para que a Resex seja efetivamente criada.

O WWF-Brasil e a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS) do Amazonas sugeriram ao Ministério do Meio Ambiente a inclusão do Arquipélago de Mariuá na lista de Zonas Úmidas de Importância Internacional, de acordo com a Convenção de Zonas Úmidas de Importância Internacional das Nações Unidas. Esse acordo internacional, chamado de Convenção Ramsar, em homenagem à cidade do Irã onde foi assinada em 1971, tem como objetivo zelar pela conservação e o uso racional de todas as zonas úmidas classificadas por meio de ação local, regional e nacional.

"Com toda a diversidade de temas ecológicos e sociais presentes na região visitada, a expectativa do WWF-Brasil é de que a Expedição Mariuá-Jauaperi será uma grande contribuição para a preservação do médio rio Negro, região única pela complexidade ecológica e rica biodiversidade", afirma a secretária-geral da organização Denise Hamú. Informações diárias e fotos da expedição estarão no blog www.wwf.org.br.

A expedição é realizada em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS-AM), Instituto Socioambiental (ISA) e Fundação Vitória Amazônica (FVA).

(Com informações da WWF-Brasil)

 

ISA, Instituto Socioambiental.