• • • As atividades extrativistas
e o futuro da Amazônia
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Getúlio Alencar*

A Floresta em Jogo: o extrativismo na Amazônia central, Imprensa Oficial do Estado / Editora da Unesp, coordenação de Laure Emperaire.

Coletânea de artigos analisa as atividades extrativistas e aponta suas perspectivas entre as populações amazônicas

 

Até meados da década de 70, quando o governo brasileiro iniciou seu programa de ocupação da Amazônia, a palavra extrativismo não passava de sinônimo para uma atividade predatória, sem futuro e que deixava por onde passava um rastro de pobreza e de destruição dos recursos da floresta amazônica.

Tal conceito, entretanto, começou a mudar quando se tomou conhecimento do trabalho das primeiras reservas extrativistas, propostas como referência para a sobrevivência dos povos amazônicos e de defesa de seu instrumento de trabalho: a floresta. O interesse por esse tipo de experiência aumentou ainda mais quando, na Eco 92, difundiu-se o conceito de desenvolvimento sustentável e a luta (paga com a vida) de Chico Mendes, líder dos seringueiros do Acre.

É desse período, ainda, a inclusão pelos governos federal e estadual do tema Desenvolvimento Sustentável e de questões socioambientais entre suas preocupações. Então, a criação de reservas extrativistas e a discussão em torno do interesse das atividades vinculadas ao extrativismo, praticadas por grande parte da população da região rural amazônica, ganhou maior impulso.

Hoje, cerca de uma década depois do começo dessa experiência que multiplicou-se, o livro "A Floresta em Jogo - o Extrativismo na Amazônia Central" procura responder a uma série de questões fundamentais, como: Quais são as potencialidades das atividades extrativistas? Quais são seus impactos sócio-econômicos e ambientais? De que forma podem adaptar-se às mudanças sociais e ecológicas em curso na Amazônia?

As respostas a estas indagações estão nesse livro que a IRD (Institut de Recherche pour le Développement) e a Editora da UNESP, em parceria com a Imprensa Oficial do Estado, acabam de lançar, com o objetivo de contribuir com o debate sobre o futuro da Amazônia, por meio da investigação multidisciplinar dos diversos aspectos que o tema comporta.

O interessante é que o livro organizado pela botânica Laure Emperaire, pesquisadora do IRD hoje associada ao ISA, aborda o extrativismo como parte dos sistema de produção e ecológico por meio de artigos de pesquisadores de diversas disciplinas - botânica, sociologia, etno-história, agronomia, geografia e antropologia. Os textos apresentam os principais resultados do programa de pesquisa interdisciplinar "Extrativismo na Amazônia Central - Viabilidade e Otimização", realizado no âmbito da cooperação entre IRD e o INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) entre 1990 e 1995.

Essa primeira edição, com tiragem de 2.000 exemplares, pode ser adquirida nas sedes do ISA em São Paulo (Av. Higienópolis, 901 tel. 11-8255544) e em Brasília (SCLN, 210 bloco C tel. 61-3595114), na rede de livrarias da UNESP e na Livraria Virtual da Imprensa Oficial do Estado (www.imprensaoficial.com.br). Preço: R$ 30,00.

* Getúlio Alencar é jornalista.

 

 

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